terça-feira, 15 de setembro de 2009

José Saramago: o arrogante inimigo de Deus

“Não multipliqueis palavras de orgulho, nem saiam coisas arrogantes da vossa boca; porque o SENHOR é o Deus da sabedoria e pesa todos os feitos na balança.” I Samuel 2:3


Disseram que Saramago era auto-suficiente e ele acreditou. O Nobel de literatura tem fortalecido sua prepotência natural e segue seu caminho de criatura, pensando que é Criador. E sem a menor modéstia. E por que deveria? Modéstia e humildade são distorções do cristianismo que enfraquecem os homens! Saramago tem ódio à fé cristã e resolveu declarar guerra contra Deus. É uma competição desleal, um caco de barro lutando contra o Oleiro. Mas não importa. O escritor português está resoluto na missão de zombar de Deus e provar que a Bíblia, no muito, deve ser tida como literatura de segunda categoria, repleta de conteúdo pernicioso. Por isso, ele está lançando seu novo romance cujo título é Caim. Como outros fizeram com Judas, Saramago resolveu tomar as dores de Caim, o primeiro assassino, e justificar o seu pecado. Para Saramago, Deus é o autor intelectual do assassinato, pois não aceitou o sacrifício de Caim.


A revolta de Saramago, como a de todos os outros ateus famosos, é cheia de ironia. Eles estão certos de que Deus é um mito, mas não conseguem se livrar dEle. Por um lado, afirmam que Deus é uma figura insignificante, por outro, vivem e escrevem como se Deus estivesse sempre por perto (como realmente está). Assim, no seu resoluto esforço para mostrar que Deus não existe, fica evidente que a presença de Deus é muito mais intensa que Saramago gostaria que fosse.


O que parece motivar Saramago na sua revolta contra Deus é um certo senso de justiça. Ele acredita que entre a sua opinião e a Bíblia deve-se fazer um julgamento reto, a fim de se chegar a um julgamento verdadeiro. Assim, Saramago está afirmando que existe algo como justiça e retidão, e que tais coisas existem num padrão universal. Seu argumento não explícito, mas facilmente dedutível, é que em casos de divergências, os homens devem buscar a Justiça, que nem é dele, nem de qualquer indivíduo, mas é um fato absoluto, um padrão universal a que todos os homens têm acesso. Interessante é que Saramago, apesar da muita idade e da afamada sabedoria, não consiga perguntar: de onde vem essa Justiça e Retidão que leva todos os homens a rejeitar o certo e aprovar o errado. Seja ele, sejam outros, se forem honestos em buscar uma resposta plausível a essa questão, chegarão à pessoa de Deus, o Justo Juiz de toda terra. Outra grande ironia: a motivação de um ateu convicto torna-se uma forte evidência do Deus que ele tenta negar.


Mas, a ironia das ironias é que Saramago está no fim da vida, enquanto Deus é o mesmo ontem, hoje e para sempre. O escritor parece que não aprende com a história. Como ele, Nietzsche disse que Deus estava morto. Deus continua, e muito bem, Nietzsche morreu. John Lennon disse que era mais famoso que Jesus Cristo. Lennon morreu, Jesus é adorado em toda terra. Voltaire profetizou o fim do cristianismo dentro de poucas décadas. Voltaire morreu, a fé cristã continua a se espalhar até os confins do mundo. Eis os companheiros de Saramago. O dia de cada um chegou.


Há pouco, José Saramago quase foi a óbito por causa de uma pneumonia. Mas a morte não lhe assustou. Ele atribui a sua recuperação aos cuidados médicos e ao seu forte coração. No entanto, Saramago sabe que em breve seguirá o caminho de todo mortal. Então, talvez muito tardiamente, reconhecerá que a Justiça pela qual tanto se empenhou pertence ao Deus a quem Ele tanto afrontou. Neste caso, tudo que restará será o triste lamento de outro poeta, conhecido seu... “E agora, José?”.



A serviço do Mestre,
Pr. Jenuan Lira (jenuan@terra.com.br)




LEITURA RECOMENDADA
ATEÍSMO REMIX [R. Albert Mohler Jr. Editora Fiel; 101 pág.; 1ª ed., junho, 2009]

Trata-se de uma pequena, mas valiosa obra, de cunho apologético. É resultado de uma série de conferências proferidas no seminário teológico de Dallas.

O propósito de Mohler é apresentar um confronto cristão aos novos ateístas. Com propriedade, o autor reconhece que a fé cristã está sob novo e perigoso ataque, no qual o cristianismo não apenas é apresentado como uma crença irracional, mas também como uma fé perigosa que deve ser erradicada da sociedade a todo custo. É uma nova forma de ateísmo, mais insidioso e mais divulgado, uma vez que seus proponentes são “evangelistas fundamentalistas” da nova fé e escreve para a nível de compreensão popular.

Ateísmo Remix faz uma análise histórica das origens do velho ateísmo a partir do Iluminismo, mostrando como o humanismo, que levou ao secularismo, resultou em figuras como Nietzsche, Karl Marx, Charles Darwin e Sigmund Freud. Esses são os ancestrais da nova onda de ataques contra o Deus da Bíblia, que está bem representado em obras recentes que foram sucesso de venda como Deus, um Delírio do cientista de Oxford, Richard Dawkins.

O livro apresenta bem o novo ateísmo e faz uma avaliação da defesa que alguns cristãos estão propondo. Mas talvez, o maior proveito da obra esteja no alerta sobre a necessidade de um cristianismo autêntico, pois uma introdução apática à fé bíblica serve somente para fornecer arsenal àqueles que se tornam inimigos da fé.

Ateísmo Remix tem a qualidade de ser ao mesmo tempo uma leitura densa e prazerosa, o que não é comum. Qualquer pessoa que se interesse por sociologia, filosofia, história ou apologética será desafiado a interessantes reflexões ao ler esta obra. Sem dúvida, a leitura de Ateísmo Remix é altamente recomendável.

P.S. Através dos irmãos que vão à Conferência Fiel, este livro pode ser adquirido com bom desconto. Atualmente o preço é R$ 19,00.


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