quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Liberdade é pouco??

Carros e ônibus viraram outdoors ambulantes. Em geral, são impressos anúncios comerciais, mas outro dia encontrei algo diferente. O dono do carro não queria vender nada, apenas compartilhar com a cidade os anseios do seu coração. E achou que o pára-brisa traseiro era ideal.

Em letras grandes, estava escrito: “Liberdade é pouco. Não tem palavra para dizer o que quero”. Achei a frase interessante, intrigante, preocupante... e fiquei tentando decifrar seu sentido. Mania de quem lê tudo que vê.

Liberdade é pouco?? Será?? Liberdade nunca jamais pode ser pouco, pois por ela se mata, e por ela se morre. Seu valor e necessidade são gritantes. Existe opressão (e há muito!), liberdade é preciso. Sua conquista é motivo de celebração. Onde o sol da liberdade dar a sua graça, ali floresce a vida e a felicidade. Por isso insisto em discordar do anônimo filósofo do pára-brisa traseiro.

Então qual é problema? Suspeito que seja um grande equívoco semântico. Neste mundo de limites plásticos, as palavras, coitadas, vivem em eterna crise de identidade. Usam-nas para dizer tudo, mas deixam-nas sem dizer nada. Eis o caso com o vocábulo liberdade.

Muitos trilham os supostos caminhos da liberdade, só para descobrirem que no final são caminhos de morte. Neste caso, pensam, a “liberdade” não cumpriu sua promessa, e por isso, deve ser reputada abaixo do seu real valor. Quando alguém diz: “Alcancei a liberdade”, mas descobre que tal conquista é apenas um disfarce para uma pior e mais degradante escravidão, compreende-se a decepção. Se liberdade for isso, então é realmente muito pouco. Aliás, não somente é pouco, é enganosa e indesejável.

O problema, neste caso, é que a legítima a liberdade foi suprido por um placebo repugnante, uma ilusão, caso não raro na história humana. Basta lembrar-se de Salomão, o famoso rei de Israel, que decidiu percorrer todos os caminhos possíveis em busca de liberdade, somente para descobrir que, quanto mais satisfazia os desejos do seu coração ansioso, mais se via enjaulado num imenso e assustador vazio.

Registro, pois, o meu protesto! Liberdade não é pouco, jamais. Mas tem que ser verdadeira. Do contrário, nossa alma seca e nosso coração fica oprimido. O que está faltando ao mundo não são palavras, mas a realidade do significado.

Provavelmente não terei oportunidade de encontrar novamente o motorista angustiado. Mas se alguém o encontrar, por favor, lhe transmita meu recado:


“Se, pois, o Filho [JESUS CRISTO] vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. João 8:36 - Bíblia


A serviço do Mestre,
Pr. Jenuan Lira (jenuan@terra.com.br)


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quinta-feira, 24 de setembro de 2009


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