domingo, 19 de junho de 2011

Resumo do livro 'Princípios para uma Cosmovisão Cristã'

Capítulo 1 – A Igreja x o Mundo

Infelizmente, hoje muitos evangélicos abriram mão de sua convicção principal (Cristo como único e suficiente Salvador) para se adaptar a um mundo pós-moderno que abomina tudo que é absoluto e excludente. Esses evangélicos tentam então agradar o mundo, não querendo ser tratados de retrógrados ou ultrapassados.

E isso é um grande equívoco porque cristianismo e mundo são irreconciliáveis, sendo portanto impossível que haja uma harmonia entre as duas cosmovisões. O mundo sempre odiará o verdadeiro cristianismo, mas enquanto as crenças do mundo são mutáveis e transitórias, o cristianismo se mantém imutável, verdadeiro, sempre atual e único.

Modernismo – Durante o século XX a ciência passou a ser o deus. Se acreditava que só o que podia ser comprovado pela ciência era real e verdadeiro, excluindo o sobrenatural, e portanto Deus, de suas crenças. Muitos na igreja concluíram que, se não se conformassem ao novo pensamento, a igreja perderia importância e acabaria por desaparecer. Com esse pensamento muitas igrejas se tornaram “modernas” e essas foram justamente as que enfraqueceram e murcharam. O verdadeiro cristianismo, ao contrário das previsões modernas, não só resistiu a este movimento como floresceu durante o século passado.

Pós-modernismo – Atualmente o pensamento em vigor é o pós-moderno, que despreza a crença dos modernos na ciência negando que este seja o único caminho para a verdade. Aliás, os pós-modernos não crêem sequer que exista uma verdade que seja inquestionável. A verdade passou a ser subjetiva e mutante conforme o pensamento das pessoas. Verdades individuais, conflitantes, móveis, frágeis.

Os pós-modernos se intitulam abertos e tolerantes, mas quando se trata do cristianismo bíblico, com suas verdades absolutas, são intolerantes e negam qualquer possibilidade de sua existência. Portanto, o pensamento pós-moderno é frontalmente oposto ao cristianismo, assim como o foi também o pensamento moderno.

Pós-modernismo e a Igreja – Infelizmente, muitas igrejas, assim como aconteceu durante o modernismo, são seduzidas pelo pensamento da moda. Hoje, os evangélicos fazem pregações aguadas, têm medo de confrontar o pecador e acabam transformando o evangelho de Cristo, prometendo bênçãos materiais e outras vantagens para conseguir adeptos, para crescer. Priorizam agradar aos homens e não a Deus.

As verdades bíblicas são absolutas e inquestionáveis e isso é uma afronta para o pensamento pós-moderno. Um escândalo! Mas os cristãos não podem abrir mão dessas verdades, pois elas são a base da fé salvívica. Devemos ser tolerantes com os perdidos, mas intolerantes com o erro, com o pecado. Não podemos transigir nem acomodar a Palavra de Deus aos ouvidos pós-modernos, pois isso seria desvirtuar o evangelho.

Tolerância intolerante – A tolerância, conforme os pós-modernos a entendem, não é uma virtude. As pessoas atualmente acreditam que ser tolerante é aceitar toda e qualquer crença como verdadeira, mesmo que sejam conflitantes ou antagônicas. São tolerantes com as idéias. Mas essa posição é totalmente anti-bíblica pois se a Palavra de Deus é a verdade tudo o mais que não se afina com ela, é falso. E os cristãos precisam defender essa idéia e se posicionar ao lado da verdade bíblica.
Ademais, a tolerância do pós-modernismo se mostra completamente intolerante diante da fé cristã, pois não admite verdades absolutas e a Palavra de Deus é verdade absoluta, universal e eterna.

Seis pontos essenciais de uma cosmovisão bíblica:

1. Objetividade – O pós-modernismo despreza a verdade objetiva e assevera que ter convicções fortes e inabaláveis sobre qualquer coisa é inadmissível, intolerância. Infelizmente hoje muitas pessoas ditas evangélicas, influenciadas por esta visão pós-moderna de mundo, estão dando ênfase aos seus próprios sentimentos quando lêem a Bíblia, gerando interpretações individuais, particulares e distantes daquilo que Deus disse.

A Palavra de Deus é objetiva, clara, e possui uma única mensagem para todos. Ela é a verdade absoluta e não um enigma. Evidentemente existem passagens mais complexas, mas os principais assuntos são apresentados de maneira clara e coerente a fim de que todos possam compreender a revelação de Deus ao homem. O próprio Deus Criador determina o significado de Sua Palavra. Não cabe ao homem, criatura, alterar os decretos do Criador.

A Palavra de Deus é verdade objetiva e está acima de opiniões particulares, sentimentos individuais e experiências subjetivas.

2. Racionalidade – Significa que a revelação de Deus em Sua Palavra é objetiva, sem contradições e sem erros. E isso contradiz frontalmente a visão pós-moderna de mundo que é subjetiva, baseada em sentimentos individuais e portanto irracional e incoerente. Dessa maneira o pós-modernismo rejeita a verdade que é lógica, coerente.

3. Veracidade – A Bíblia, sendo a revelação objetiva de Deus e perfeitamente coerente em Sua mensagem, produz a verdade absoluta e não está sujeita a mudanças ou alterações.

4. Autoridade – Essa autoridade vem de Deus, que é o verdadeiro autor da Bíblia. Portanto, os crentes, ao proclamarem as verdades de Deus, devem fazê-lo com autoridade e ousadia, mas em amor.

5. Incompatibilidade – Este ponto diz respeito à total incompatibilidade entre as verdades bíblicas e a tolerância mental pós-moderna que produz o erro. Os crentes devem ser intolerantes com o erro ou qualquer afirmação que contradiga as Escrituras.

6. Integridade – Diz respeito ao amor que os cristãos devem ter pela verdade e a determinação de vivê-la na prática. A integridade deve ser uma característica marcante na vida do crente e no desempenho de seu ministério.

Resumo apresentado no Curso de Formação Teológica, IBM 2011, pela aluna Marilena Souza


domingo, 19 de junho de 2011


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