terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Começar o ano com uma perspectiva elevada

Ao tentar limpar a caixa postal do meu e-mail, vi uma mensagem muito interessante. É sobre a trajetória de um poderoso rei, e tem tudo a ver com o momento atual: propósitos para um ano que se inicia!

Espero que essa meditação possa estimular alguns a mudarem o foco de suas vidas para algo que realmente tenha recompensa, tanto aqui na Terra, como após a morte!

Nessa perspectiva, feliz 2012 a todos!!

Karen Rachel

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AS ILUSÕES DE UMA VIDA VAZIA


É doloroso observar o final triste de uma vida que reunia todas as possibilidades para ter sido diferente. Foi assim com Salomão, o sábio rei de Israel.

Ninguém, nem de longe, suspeitaria que Salomão iria se perder nos (des)caminhos da vida. Bem cuidado na infância, antes de assumir o reino, recebeu conselhos e instruções especiais do pai, que lhe apontou o reto caminho. Pouco depois do início do seu reinado, Salomão teve um encontro com o próprio Deus, que lhe atendeu fartamente a petição por sabedoria, e ainda lhe acrescentou outras bênçãos nem mencionados na sua oração.

Ao longo de uns vinte anos, Salomão andou no bom caminho, até que seus pés se desviaram pelo encanto da grandeza. Todos os seus limites e restrições foram abandonados, numa atitude completamente desequilibrada de independência e autonomia. Foi assim que Salomão "amou muitas mulheres estrangeiras… das nações de que havia o SENHOR dito aos filhos de Israel: não caseis com elas… e suas mulheres lhe perverteram o coração" (I Rs. 11:1-3). Sem dúvida, as mulheres foram um problema, mas na verdade elas próprias já são sintoma da cobiça que havia dominado a alma de Salomão. Atos pervertidos são frutos de um coração pervertido.

Como reflexões acerca do seu triste desvio, Salomão nos deixou o livro de Eclesiastes, um dos livros mais profundos das Escrituras. Em resumo, seu testemunho é: A vida humana é absurda e despropositada, cuja essência é vaidade e correr atrás do vento. Em Eclesiastes Salomão se descreve perdido em um labirinto construído por ele mesmo. Tenta encontrar saída e se anima diante de cada nova possibilidade, mas logo descobre que essa também é falsa e frustrante. E ninguém pode dizer que Salomão não tentou, pois ele relaciona a série de possibilidades a que se agarrou no desespero de encontrar um propósito digno para a existência. Dada a situação de desespero do rei, é de admirar que ele não tenha se suicidado. Ilusão, vazio, dor, doença, velhice e morte era tudo que se apresentava no seu horizonte.

Embora Eclesiastes não seja um livro de compreensão fácil, uma expressão que se repete pode ser a chave para ajudar o leitor: "Debaixo do sol". Usando um termo mais sofisticado e moderno, naturalismo caberia muito bem. Separado de Deus, Salomão procura loucamente um ponto de integração para sua vida, um referencial que seja digno suficiente para justificar a vida e a morte. Mas sua busca é apenas nos domínios naturais, na vida como ela é. Salomão chama nossa atenção para o vazio que predomina 'debaixo do sol', uma vez que a base da realidade e plenitude está 'acima do sol'.

Eclesiastes seria insuportável se fosse apenas um mero testemunho do vazio da vida. Mas, felizmente, este não é o caso. Nas sentenças finais, Salomão, exclamando com um Pregador declara: "De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem" (12:13). Eis a chave!

Viver para a glória de Deus, eis o fim último e
feliz da nossa existência!

A serviço do Mestre,
Pr. Jenuan Lira

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terça-feira, 27 de dezembro de 2011


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1 comentários:

Anônimo disse...

Gostei do texto. Parabéns!

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