sexta-feira, 17 de abril de 2015

Tatuagem... será que compensa ter uma?


O desejo de se afirmar - e de possuir algo que atraia algum tipo de atenção - é muito forte para alguns adolescentes, jovens e até adultos. Uma das formas de se satisfazer esse desejo é aplicar no corpo alguma modificação, sutil ou extravagante, como uma tatuagem.

No momento em que essa decisão é cogitada, alguns aspectos precisam ser analisados:

1) Muitos se arrependem
No impulso, ou no desejo de se incluir em algum grupo, ou até fazer uma declaração de amor a alguém, alguns decidem por uma tatuagem e no futuro se arrependem - seja porque a carreira escolhida não combina com desenhos no corpo, seja porque o relacionamento amoroso terminou, ou até mesmo se cansou daquela marca. É triste, mas o processo de remoção da tatuagem é um tanto caro e doloroso. É melhor pensar bem antes de fazê-la.

2) Tatuagens constituem risco incalculável para a saúde (extraído do site DW)
Entre química e impurezas, desenhos corporais injetam no organismo um sem-número de substâncias tóxicas, muitas vezes nem testadas. Quem gostaria de injetar alguns gramas de verniz de carro sob a pele? Ou um pouco de fuligem resultante da combustão de petróleo ou alcatrão?
Provavelmente ninguém. Mas isso é o que recebem todos os que se deixam tatuar. "Os pigmentos para tatuagens contrastantes e de longa duração foram desenvolvidas para cartuchos de impressora e tintas de automóveis", revela Wolfgang Bäumler, professor do Departamento de Dermatologia da Universidade de Regensburg. Em entrevista ao site DW, Bäumler afirma ainda que as tintas de tatuagem precisam ser "brutalmente insolúveis em água". Isso já torna a prática perigosa, pois o corpo não tem como se livrar facilmente delas. De acordo com um recente estudo americano, apenas dois terços dos produtos utilizados nas tatuagens permanece sob a pele: o restante se espalha pelo corpo.
Até mesmo tatuadores profissionais concordam que a situação não é satisfatória. "Em nossa opinião, no momento as tintas de tatuagem não são realmente seguras", admitiu Andreas Schmidt, vice-presidente da associação Tatuadores Alemães Organizados, num simpósio em Berlim sobre a segurança dos produtos empregados.
No entanto, os especialistas lembram que o câncer muitas vezes precisa de décadas para se desenvolver, e a conexão não é tão fácil de provar.

3) Deixe essa decisão para quando sua idade for acima de 25 anos
Muitas decisões são tomadas com mais segurança após os 25 anos. Em geral, nessa idade, já se escolheu uma carreira profissional a seguir, e já se estabeleceu alguns laços sentimentais mais estáveis. Nessa fase, há muito mais chances de sucesso para qualquer decisão. Ainda que, diante dos riscos mencionados acima, a decisão de se tatuar mereça ser contestada, há alguns que ainda serão fortemente inclinados a adotarem uma marca em seus corpos. Se assim será, que pelo menos seja em uma fase da vida com menor possibilidade de arrependimento, e na qual a pressão do grupo terá menos influência. Convém também considerar que, por uma ironia dos tempos atuais, o mais diferente hoje é justamente aquele(a) que adota posturas mais conservadoras, mais 'caretas', tidas como ultrapassadas. Praticar o bem, respeitar o próximo e ter opinião própria são também as formas mais desafiadoras e consistentes de se destacar em um grupo.

Karen Rachel
Crente no Senhor Jesus desde 1982, esposa, mãe, administradora - de formação e profissão - e gestora dos blogs Repare Nisso e Tips n Friends. Esses espaços virtuais abordam temáticas cristãs, orientações diversas e generalidades.


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1 comentários:

mcacais disse...

Gostei bastante do texto. Tatuagem é realmente algo a se pensar antes de fazer.

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