segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Não tenha medo, há uma boa notícia


Assombrado por notícias de crises e problemas, um novo ano se aproxima. A aterrissagem de 2015 está sendo um tanto turbulenta e a decolagem de 2016 prenuncia incertezas durante a viagem. Mas não é preciso ter medo, entre tantas notícias assustadoras há uma boa.

Qual é essa boa nova capaz de afastar o medo diante de presságios agourentos? Ela foi dada há mais de dois mil anos e está narrada no evangelho de Lucas 2:10,11:

Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.

Estas palavras foram dirigidas a um grupo de pastores na noite em que Jesus nasceu. Eles estavam nos arredores da pequena cidade de Belém guardando as ovelhas que seriam compradas e ofertadas em sacrifício no templo em Jerusalém.

Os pastores de animais não eram pessoas bem quistas pela sociedade da época. Havia uma hostilidade antiga entre agricultores e pastores, pois os animais destes atrapalhavam as atividades daqueles. Por isso os que cuidavam de animais tinham que viver nas terras menos férteis e até desertas. Além disso, por causa da desonestidade de alguns, os pastores eram considerados não confiáveis e impuros pelos religiosos da época.
Mas a graça de Deus escolheu essa gente desprezada para ouvir em primeira mão essa boa nova. E olha que havia outras tantas pessoas mais consideradas por aquela sociedade!

Se pararmos para pensar, verificamos que o mesmo aconteceu conosco. A boa notícia da salvação chegou a nós e não a outros. E há tanta gente nesse mundo que ainda não ouviu o evangelho! Tanta gente que parece ser melhor do que nós!

Os pastores não estavam buscando esta notícia. Seguiam sua rotina, protegendo as ovelhas para que ladrões ou feras não as roubassem e devorassem. Queriam mantê-las sadias e bem alimentadas para conseguirem um bom preço na venda delas. A iniciativa foi divina. A notícia lhes veio como um presente inesperado, em um embrulho muito bonito, apesar de assustador!

Na escuridão daquela noite brilhou a luz da glória do Senhor. Sozinhos, receberam uma visita angelical: o anjo do Senhor e a glória do Senhor desceu dos céus até onde eles estavam. Quanto privilégio!

Assim também conosco. Seguíamos nossa vida mais preocupados com os afazeres temporais. No entanto, em dado momento, Deus a invadiu de uma forma graciosa e surpreendente e nos fez ver que há outra realidade, mais importante e determinante, a realidade celestial!

Os pastores vigiavam por turnos, então é provável que alguns estivessem dormindo. Que susto! O medo se apodera deles. O que estaria acontecendo?
Mas anjo lhes anuncia uma boa notícia. Não era para ter medo. Uma notícia que iria produzir alegria. O Salvador, nasceu. O título “Salvador” era usado pelos pagãos para os reis e no Antigo Testamento para Deus e os governantes que Ele escolhera para libertar Seu povo.

Este Salvador era o Cristo, isto é o Messias, aquele Ungido prometido para trazer o Reino de Deus para o povo. Era também o Senhor, o próprio Deus nascendo neste mundo. Quantos títulos sublimes! Se não estivessem tão surpresos e assustados, os pastores talvez perguntassem: em que palácio encontraremos esse personagem tão ilustre? Será que nos permitiriam visitá-lo?

Não seria num palácio, mas numa casa, ou melhor, no lado de fora de uma casa, onde eram recolhidos os animais. O correspondente hoje à uma garagem.

Quando um bebê nascia, era costume cortar o umbigo, lavar com água, esfregar o seu corpo com sal e envolve-lo em faixas (Ezequiel 16.4). Isso foi feito com aquele rei. Mas a surpresa foi o seu berço: uma manjedoura, isso é um cocho, um recipiente, entalhado em madeira, onde os animais comiam. O sinal era que o sublime chegou de forma humilde.

Surge um imenso coral, como o mundo nunca antes havia ouvido! O tema de seu cântico era: Glória e Graça.

Glória a Deus, nas maiores alturas. Que Deus seja louvado de modo sublime. Que Ele seja colocado no lugar mais alto da adoração. Pois a paz chegou na terra para as pessoas a quem Deus escolheu manifestar Sua graça.

A paz é resultado da restauração do relacionamento entre Deus e os homens. A inimizade causada por nosso pecado é afastada. A guerra terminou, o reconciliador chegou. Mas essa paz se realiza e se manifesta por iniciativa divina, sobre aquelas pessoas que Deus ama, que Ele contempla com Seu favor. Essa paz é resultado da graça soberana de Deus, não de algo que os homens tenham feito.

Glória a Deus, pois Sua graça veio sobre nós.

Recebamos 2016 sem medo, pois antes dele, chegou o Senhor e Salvador Jesus Cristo que trouxe a salvação e a paz, pela inciativa soberana e graciosa de Deus.


Texto e imagem: Meditações de um Peregrino


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015


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