segunda-feira, 28 de maio de 2018

Vício precoce em tecnologia - alertas e prevenção


Belinda Parmar, umas das mais influentes pioneiras da tecnologia, alerta que crianças e adolescentes podem facilmente se viciar no uso de eletrônicos.

Belinda fazia visitas frequentes a escolas para incentivar meninas a explorar essa área de conhecimento e até mesmo recebeu da rainha Elizabeth 2ª Ordem do Império Britânico, conferida pela Coroa por contribuições a artes e ciências, e, no caso dela, por ajudar a aumentar a participação feminina nessa indústria.

Entretanto, após reconhecer que um filho seu estava viciado em videogames, e que um sobrinho passou seis semanas em um hospital psiquiátrico porque se negava a ir à escola em virtude desse mesmo vício, ela percebeu que a tecnologia tem um lado preocupante.

Por isso, com base em novas pesquisas e sua experiência pessoal, ela acaba de lançar a campanha #TheTruthAboutTech (#AVerdadeSobreATecnologia, em inglês) para alertar adultos e crianças sobre os possíveis malefícios da tecnologia.

Primeiro, é importante enfatizar que a neurociência atesta que o desenvolvimento cognitivo de uma pessoa continua até os 25 anos. Assim, desde que nascemos até atingirmos essa idade, a maturidade emocional, nossa autopercepção e a forma como avaliamos o que ocorre à nossa volta vão se alterando conforme o córtex pré-frontal do cérebro se desenvolve.

Parmar analisou pesquisas sobre o tema e elencou os potenciais danos da "tecnologia lixo", aquela que não enriquece nossas vidas, como os seguintes:

DANOS QUE O USO EXCESSIVO DA TECNOLOGIA PODE PROMOVER
- Desensibilização e agressão: "Jogar games violentos não transformará seu filho em um assassino, mas, quando jogam, eles são levados a ver a violência como algo trivial", explica Parmar.

- Achar que ações não têm consequências: nos videogames, o mau comportamento não é punido. Se você comete um erro, tem uma outra vida para seguir jogando.

- Desenvolver uma obsessão: Parmar diz que 5% das crianças se viciam em videogames.

"Algumas crianças podem ter uma relação perfeitamente saudável com a tecnologia, enquanto outras ficam patologicamente dependentes dela", diz.

Belina reconhece que "não há uma solução mágica", mas faz algumas sugestões do que ter em mente ao tentar afastar as crianças da "tecnologia lixo".

SUGESTÕES PRÁTICAS
1. Não é culpa do seu filho: estamos enfrentando uma epidemia, lembre-se disso.

2. Dê o exemplo: ninguém gosta de hipocrisia, então seja um exemplo a ser seguido.

3. Proíba as telas: quando estiverem comendo, quando estiverem conversando, quando saírem. Decida as atividades em família em que as telas são vetadas. Seja firme.

4. Crie espaços livres de telas: algumas áreas deveriam ser livres de tecnologia, e as crianças não deveriam nunca ter telas em seus quartos.

5. Seja consistente: para que seu plano tenha sucesso, todos os membros de sua família devem participar dele. Pais, cuidadores e filhos devem seguir as mesmas regras.


O conteúdo completo da matéria em que essa postagem se baseou está no link Belinda Parmar, a pioneira da tecnologia que proíbe aparelhos eletrônicos e telas em sua casa.


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